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Contratando Plano de Saúde para os Funcionários.

Muitas empresas pensam em oferecer plano de saúde para seus funcionários. Faz sentido.

"Pesquisas indicam que o benefício é o segundo item mais valorizado pelos empregados, ficando atrás apenas do próprio salário", afirma Márcio Coriolano, presidente da seguradora Bradesco Saúde. Mas não é tão simples escolher e contratar um plano que atenda às expectativas de quem o usa — ao mesmo tempo que não prejudique as contas de uma pequena ou média empresa.

O empreendedor precisa lidar com particularidades como índices de sinistralidade e reajuste de mensalidade. Após analise com especialistas e empresas para montar uma lista com as principais perguntas e respostas sobre os planos de saúde. Veja a seguir.

1 Quanto custa um plano de saúde para empresa ?

O custo do plano varia de acordo com o número de funcionários segurados e com a rede de hospitais e serviços escolhida. Abragência, Reembolsos ofertados.

2 Como escolher o plano de Saúde ou Seguro Saúde?

Quem pode responder quanto o plano será útil são os funcionários. Localização da empresa, onde reside o colaborador. Entender seus hábitos e suas características, por meio de uma pesquisa interna, pode revelar suas necessidades.

3 O setor de atuação da empresa?

As operadoras não costumam recusar empresas com funcionários que trabalham em situações de risco. É o caso de motoboys (propensos a acidentes de trânsito), trabalhadores agrícolas (expostos a agrotóxicos) e profissionais da construção civil (que trabalham em andaimes ou suspensos por cordas).

Mas a operadora pode não se dispor a conceder certas vantagens, como descontos na renovação do contrato. "É possível solicitar a inclusão de uma cláusula determinando que, em casos específicos, o atendimento seja feito pelo SUS", diz Reicher. Outra opção é pagar um valor adicional para casos de acidente de trabalho.

4 Como é calculado o reajuste da mensalidade?

As normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula planos de saúde no Brasil, determinam que mensalidades de apólices de empresas com 02 a 29 funcionários sejam reajustadas anualmente, conforme o índice de sinistralidade (veja como é o cálculo no item abaixo) de toda a carteira da operadora.

Empresas com 30 ou mais funcionários podem preferir reajustes com base no índice de sinistralidade apenas de seus funcionários. Os especialistas recomendam essa alternativa apenas para empresas com no mínimo 100 empregados segurados.

O risco é matemático — despesas de poucos funcionários que precisarem de tratamentos caros (meses numa UTI, por exemplo) vão pesar bastante num grupo pequeno, provocando aumentos bruscos de um ano para o outro.

Anualmente, o plano é reajustado de acordo com a inflação de itens médicos. Os planos também consideram a faixa etária. Conforme o paciente fica mais velho, o custo aumenta. Reajustes para quem tem mais de 60 anos são proibidos.

5 O que é índice de sinistralidade ?

O índice de sinistralidade reflete quanto a operadora gastou para honrar as despesas previstas no contrato. "O índice é calculado com base no custo com serviços de saúde que ultrapassou 70% do valor pago pelo cliente, pois 30% da mensalidade costuma ser reservada para gastos administrativos".

Na prática, quanto mais caros forem os tratamentos necessários, mais alto tende a ser o reajuste do plano.

6 Plano de Saúde importancia da abrangência geográfica?

Um dos fatores fundamentais na escolha de um plano de saúde é o local onde a empresa atua — se é perto ou longe dos grandes centros e se possui filiais ou escritórios em várias cidades e estados. Funcionários que vivem viajando pelo Brasil, por exemplo, precisam ter cobertura nacional. Pequenas e médias empresas cujos funcionários moram num mesmo município podem optar por planos regionais, que custam cerca de 20% menos do que um de abrangência nacional.

7 Como a empresa pode controlar o uso do plano sem prejudicar os funcionários?

Uma boa administração do plano pressupõe que o funcionário saiba como usar os serviços com responsabilidade. Muitas empresas estipulam que o empregado arque com um valor (de 10% a 20%) a cada consulta ou exame.

"O objetivo dessa coparticipação é estimular o funcionário a tomar iniciativas que diminuam o custo embutido cada vez que o seguro-saúde é acionado".

"Suponha que a pessoa fez duas consultas num curto período de tempo e o primeiro médico tenha solicitado um exame de sangue. Ele pode perguntar ao segundo médico se é possível usar o laudo já feito, em vez de fazer um novo."

8 Programas de prevenção ajudam a baixar os custos no plano de Saúde empresarial?

No médio prazo, programas de qualidade de vida podem ajudar os funcionários a desenvolver hábitos saudáveis, que poderiam evitar o uso intensivo dos serviços mais caros cobertos pelo plano — o que não é bom nem para a empresa, nem para a operadora, nem para o funcionário (partindo do princípio de que ninguém gosta de frequentar hospitais).

"Um programa que incentive o funcionário a diminuir o sedentarismo e a se alimentar corretamente diminui o risco de problemas cardíacos, obesidade e diabetes", afirma Chicani. As empreendedoras Rosângela Souza, de 44 anos, e Lígia Crispino, de 48, sócias da Companhia de Idiomas, que dá cursos de línguas para empresas, pegaram uma parte dos estimados 3 milhões de reais da receita obtida em 2012 para montar um desses programas.

"Muitas pessoas passavam mal ao chegar e tinham de ir para o hospital", diz Rosângela. "Descobrimos que, na maioria dos casos, era porque elas não tinham tomado café da manhã em casa."

A empresa passou a oferecer pão integral e frutas diariamente — a refeição custa 250 reais por mês. "As idas ao pronto-socorro acabaram", diz Rosângela. A empresa também passou a oferecer aulas de ioga. Uma vez por semana, uma professora particular faz exercícios de relaxamento com os funcionários. "Nada disso é obrigatório, e o programa é um sucesso", diz ela. "A adesão foi de 75%."

9 Como escolher a cobertura mais adequada para o colaborador?

A cobertura ambulatorial garante o atendimento em consultas e pronto-socorro, por até 12 horas, inclui exames laboratoriais e pode ser indicada para funcionários de até 29 anos, cuja hospitalização por complicações de doenças crônicas tende a ser menor.

Empresas com muitos funcionários com maior faixa etária ou com doenças hereditárias podem precisar de cobertura hospitalar. Cuidados de pré-natal e maternidade são recomendáveis em empresas com mais de 30% de funcionárias ou dependentes mulheres.

10 Como escolher a rede credenciada ideal para seu colaborador?

Em planos básicos, a rede credenciada costuma ser pequena e mais barata. “Dependendo do perfil dos funcionários, eles podem precisar de centros especializados, como de tratamento oncológico ou cardíaco”, afirma André Teixeira, da consultoria Brasil Benefícios. Algumas operadoras têm hospitais próprios.

"Mas é preciso ficar atento à qualidade", diz a advogada Renata Vilhena. "Algumas operadoras dão um atendimento inferior ao da rede credenciada para economizar."

11 Alguns planos de saúde ofertam sistema de reembolso. Como funciona?

O reembolso permite que o funcionário pague consultas e exames em médicos de sua escolha — desde que o procedimento médico conste no contrato. O funcionário envia à seguradora o recibo e, dependendo do caso, um laudo que informa o procedimento realizado.

"O reembolso é feito com base em quanto a operadora gastaria se o funcionário tivesse recorrido à rede credenciada".

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ATENÇÃO!

As informações referentes a Preços, Redes, Carências, Documentações, Reembolsos e outros deverão ser verificadas e conferidas junto a respectiva operadora/seguradora no ATO da CONTRATAÇÃO.

Esta Tabela/Ferramenta tem como objetivo facilitar o trabalho de pesquisa, porém não nos responsabilizamos por possíveis alterações que sejam feitas por parte das operadoras/seguradoras sem prévio aviso.

Para maiores informações sobre a rede credenciada, consulte o Orientador Médico ou o site oficial da operadora para verificar as especialidades cobertas por cada prestador.

Quaisquer outras dúvidas, como regras de comercialização ou outras dúvidas sobre o produto/plano, consulte o consultor de seguros.